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18/06/2018 | Gato-mourisco é registrado no Contorno de Pelotas

Esta é a primeira vez que a Gestão Ambiental do DNIT captura imagens da espécie, que está ameaçada de extinção, na BR-116/392.

De segunda a segunda é Dia do Meio Ambiente. Em 1972, no entanto, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) intitulou o dia 05 de junho como a data oficial, recordando o dia de abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano que culminou com a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Mais de 20% do número total de espécies da Terra vive no Brasil, elevando-o ao país que abriga a maior biodiversidade do planeta. Uma delas é o gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) registrado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) durante a duplicação da BR-116, em Pelotas.

 

Os cuidados durante empreendimentos rodoviários são exigências da legislação ambiental do país. Para duplicar a BR-116 e a BR-392, no trecho entre o Contorno de Pelotas e Rio Grande, a unidade local do DNIT mantém uma equipe de Gestão Ambiental que desenvolve ações para evitar, minimizar ou compensar impactos inerentes a uma obra de grande porte. Em relação à fauna, por exemplo, desde 2013 são elaboradas campanhas a cada dois meses com o objetivo de conhecer as espécies que habitam este entorno.

 

No mês passado, o monitoramento resultou no primeiro registro desta gestora ambiental de gato-mourisco. Às 14h58min do dia 23 de maio, uma armadilha fotográfica, câmera que realiza fotografias ou vídeos por meio de sensores de movimento ou calor, capturou o deslocamento de dois indivíduos próximo à mata ciliar do Arroio Pelotas. Também conhecido por “gato cerração” ou “gato moro”, o animal tem hábito diurno e características como rabo comprido e orelha pequena. “Esperávamos por este encontro devido à ampla ocorrência desta espécie, que é encontrada do desde o sul do Texas (EUA) até Buenos Aires na Argentina”, destacou a bióloga Michele Buffon Camargo.

 

Apesar da ampla distribuição pelo Brasil, a densidade populacional da espécie é muito baixa, o que torna o registro muito especial. Além disso, o animal está ameaçado de extinção em território regional e nacional. “Esta condição se justifica pela redução da área de ocupação, perda de habitat e fragmentação associada à expansão urbana com a redução do número de indivíduos”, explicou Michele. Felinos são considerados espécies “bandeira” e “guarda-chuva”, espécies carismáticas a população que servem para proteger determinadas áreas, outras espécies menos conhecidas e seus habitat.

 

O vídeo com o registro do animal pode ser conferido neste link: https://youtu.be/BNJ6rdh2f0Y. Conheça e ajude a preservar.

 

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